terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Consumismo e cristianismo - Parte 1
Redes sociais, blogs, séries, mídia e o poder de te fazer desejar. Basta ser mulher e ter alguns minutos no instagram para querer adquirir a nova tendência, a nova dieta ou produto de beleza. Seja a saia midi , o tênis branco ou aquilo que você adquiriu em uma super promoção mas nunca usou.
Se vende um estilo de vida no qual se projeta a tal felicidade. No entanto, tal modelo de vida pode ser resumido por uma palavra: INSATISFAÇÃO.
De certa forma, o modelo de sociedade voltado para a circulação de mercadorias precisa da sua insatisfação para te fazer um bom consumidor. Se você está insatisfeito com o corpo, por exemplo, consome a academia, a dieta, o shake, a maquiagem para dar uma afinada no rosto, a bichectomia. De forma que, nesta sociedade a própria imagem se torna um produto e não basta ter . Tem que parecer . Não basta ir ao novo restaurante modinha tem que postar foto para mostrar que foi . Ainda que nos bastidores esteja endividado. Consumimos o que não precisamos para impressionar quem mal conhecemos. E nos tornamos eternos insatisfeitos.
E quando possuir do outro destaca a nossa falta . Nos tornamos invejosos. Isso por que atribuímos a felicidade ao possuir . Consumo este que não está ligado a utilidade do produto em si. Mas a uma vida de filho insatisfeito.Acreditamos que a felicidade está na faculdade, na casa própria ,na viagem, no emprego dos sonhos e quando chegamos ao topo. Ela não está lá. É sempre preciso mais.
O que me causa admiração é gente feliz com o que tem . Que é feliz com o que é. Que não liga para padrões , esteriótipos e opinião alheia.Não quero de forma alguma incentivar você a se tornar franciscano e fazer voto de pobreza. Isso seria hipocrisia. Apenas quero orienta-lo ao um estilo de vida fora dos padrões desse mundo.
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